Ciência

Terapias Sistêmicas para Urticária Crônica – Uma Revisão da Eficácia

Artigo para discussão: Omalizumabe na Urticária Crônica – Revisão da Eficácia (2025)

21 March 2026
Bruna
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até 2 minutos

Metodologia:

Trata-se de uma revisão e síntese crítica dos resultados disponíveis, incluíndo ensaios clínicos randomizados (fase II e III), meta-análises, revisões sistemáticas, associados aos estudos observacionais.

Principais pontos abordados:

O omalizumabe é um anticorpo monoclonal anti-IgE que se liga à IgE livre circulante, impedindo sua interação com os receptores de alta afinidade (FcεRI) em mastócitos e basófilos. Isso reduz a ativação dessas células e, consequentemente, a liberação de mediadores inflamatórios, como a histamina.

A diminuição da IgE também leva à redução da expressão dos receptores FcεRI, tornando essas células menos responsivas a estímulos. Como consequência, há diminuição da liberação de mediadores inflamatórios, especialmente histamina, leucotrienos e citocinas, que são responsáveis pelo prurido, vasodilatação e formação das urticas. 

Dessa forma, o bloqueio inicial da IgE pelo omalizumabe interrompe a cascata de ativação celular que sustenta a resposta inflamatória na urticária crônica.

Além disso, o omalizumabe pode exercer efeitos imunomoduladores adicionais, possivelmente relevantes em formas autoimunes da doença, embora esses mecanismos ainda não estejam completamente esclarecidos.

Diversos estudos mostram, de forma consistente, que o omalizumabe melhora os sintomas da urticária crônica espontânea. Ele reduz a atividade da doença (UAS7), o prurido e o número de lesões, com resultados superiores aos anti-histamínicos H1 (59% de resposta com omalizumabe 300 mg versus 15% com anti-histamínicos).

Em pacientes com angioedema, o tratamento também aumenta o número de dias sem edema. Além disso, cerca de um terço dos pacientes apresenta remissão completa dos sintomas com essa dose.

A redução dos sintomas com o omalizumabe leva à melhora da qualidade de vida em pacientes com urticária crônica espontânea. Estudos em prática clínica demonstram melhora no controle da doença, no sono, na função sexual, nos níveis de ansiedade e na produtividade no trabalho.

Desta forma, a terapia utilizando este anticorpo sistêmico demonstra efeitos benéficos na qualidade de vida dos indivíduos com urticária crônica imunomediada.

Bruna

Enfermeira
Mestre em Ciências Fisiológicas com enfoque na Fisiologia da Pele
Redatora Científica do CQC

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