Tecnologia

O uso do Plasma Rico em Plaquetas no Manejo de Feridas

Artigo para discussão: Plasma Rico em Plaquetas no Manejo de Feridas Crônicas: Uma Revisão Sistemática e Meta-análise de Ensaios Clínicos Randomizados

03 April 2026
Bruna
Leitura de
até 2 minutos

Metodologia

Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise. A busca sistemática foi conduzida em quatro bases de dados (MEDLINE, Embase, Cochrane Library e Web of Science), sem restrição de idioma. Foram incluídos exclusivamente ensaios clínicos randomizados que compararam o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) associado ao tratamento convencional versus o tratamento convencional isolado em pacientes adultos com feridas crônicas.

Principais pontos abordados

O plasma rico em plaquetas (PRP) é um soro autólogo obtido a partir da centrifugação do sangue total. Este conteúdo tem altas concentrações de plaquetas, fatores de crescimento e citocinas, podendo ser capaz de promover a regeneração e o remodelamento tecidual. 

Ao todo, 48 estudos foram incluídos na revisão sistemática, sendo 29 ensaios clínicos randomizados elegíveis para a meta-análise quantitativa, totalizando 2198 feridas analisadas. 

Os resultados demonstraram que o PRP está associado a melhora significativa nos desfechos primários de cicatrização. Observou-se aumento substancial na taxa de fechamento completo das feridas, indicando que pacientes tratados com PRP apresentam maior probabilidade de cicatrização total quando comparados à terapia convencional isolada. 

As análises de subgrupos revelaram que os efeitos positivos do PRP são consistentes entre diferentes etiologias de feridas, incluindo úlceras diabéticas e venosas, embora os resultados tenham sido mais expressivos nas úlceras venosas.

Apesar dos achados apresentarem bons resultados, os estudos apresentam limitações relevantes que impactam a interpretação. A heterogeneidade entre os ensaios incluídos foi elevada , refletindo diferenças nos protocolos de preparo do PRP, formas de aplicação, características das feridas e tratamentos comparadores. Além disso, a ausência de padronização nos desfechos secundários e a possível presença de viés de publicação indicam a necessidade de cautela na extrapolação dos resultados para a prática clínica. Estudos futuros, com maior uniformidade metodológica e definição clara de protocolos, são essenciais para consolidar o papel do PRP na prática clínica baseada em evidências.

Leia o artigo na íntegra: 
Meznerics FA, Fehérvári P, Dembrovszky F, Kovács KD, Kemény LV, Csupor D, Hegyi P, Bánvölgyi A. Platelet-Rich Plasma in Chronic Wound Management: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials. Journal of Clinical Medicine. 2022; 11(24):7532. https://doi.org/10.3390/jcm11247532

Bruna

Enfermeira
Mestre em Ciências Fisiológicas com enfoque na Fisiologia da Pele
Redatora Científica do CQC

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