Metodologia:
Trata-se de uma revisão da literatura atual sobre as características do melanoma associado à nevo, bem como os fatores que podem influenciar essas diferenças.
Principais pontos abordados:
O nevo melanocítico é definido como uma dermatose cutânea benigna composta por agrupamentos de melanócitos, não sendo diretamente associados às condições de doenças de pele. Já a presença de formas atípicas dos nevos, esteve associada a um risco seis vezes maior de formação de melanoma quando comparada à ausência de nevos atípicos, conforme uma metanálise realizada.
O melanoma associado à nevo comumente é relacionado às mutações do gene BRAFV600E. A relação entre uma quantidade de nevos que o indivíduo apresenta e à sua probabilidade de de representar lesões precursoras parece lógica, entretanto a o risco de um nevo progredir para melanoma é muito baixo (risco anual inferior a 0,0005%), permanecendo na maioria das vezes estável ao longo dos anos.
Embora todas as populações devam receber informações sobre fotoproteção, há a tendência de desenvolver novas lesões cutâneas, em vez de transformação de nevos pré-existentes.
Desta forma, há evidências e ressaltam que a presença de um nevo isoladamente não indica alto risco, mas pode ser um indicador populacional de risco maior quando numerosos ou atípicos


Confira o artigo na íntegra:
Shreberk-Hassidim R, Ostrowski SM, Fisher DE. The Complex Interplay between Nevi and Melanoma: Risk Factors and Precursors. International Journal of Molecular Sciences. 24(4):3541, 2023. https://doi.org/10.3390/ijms24043541
Fontes de Apoio:
Gandini, S.; Sera, F.; Cattaruzza, M.S.; Pasquini, P.; Abeni, D.; Boyle, P.; Melchi, C.F. Meta-analysis of risk factors for cutaneous melanoma: I. Common and atypical naevi. Eur. J. Cancer, 41, 28–44, 2005.

Enfermeira
Mestre em Ciências Fisiológicas com enfoque na Fisiologia da Pele
Redatora Científica do CQC