A Herpes simples é causada por um vírus da família Herpesviridae e estão associadas ao aparecimento de lesões orofaciais e cutâneas acima da cintura, podendo também ocorrer na região genital.
O modo de transmissão ocorre por meio de contato com microlesões e ao se replicar nas células epiteliais no local da infecção antes de se disseminarem para os neurônios sensoriais do sistema nervoso periférico. Após isso, no período de latência, o vírus se desloca de forma retrógrada para os gânglios trigeminais, faciais, sacrais e vagais, onde pode estabelecer infecção latente. O principal local de latência do HSV-1 é o gânglio trigeminal.
Há o aparecimento de lesões vesiculadas e ulceradas a depender do local da infecção e do local de latência do vírus, podendo ser herpes oral, genital ou vertical (quando o vírus é repassado para o feto).
A reativação periódica, frequentemente desencadeada por estresse fisiológico, imunossupressão ou estímulos ambientais, resulta em lesões recorrentes ou pode ocorrer a eliminação viral assintomática.
Os fatores de risco estão associados à exposição ao vírus, podendo ser evitadas por meio dos meios de prevenção, como o não compartilhamento de utensílios com pessoas infectadas durante o período de transmissão (lesões ativas).
O tratamento não elimina o vírus, entretanto, atenua os sintomas. Desta forma pode ser utilizado antivirais que inibem a replicação viral, mas ainda assim, as formas latentes ainda não são afetadas.


Fontes de apoio:
Andreu, Sabina et al. “From HSV-2 to HSV-1: A change in the epidemiology of genital herpes.” The Journal of infection vol. 91,5 2025. 106636. doi:10.1016/j.jinf.2025.106636

Enfermeira
Mestre em Ciências Fisiológicas com enfoque na Fisiologia da Pele
Redatora Científica do CQC